Como as coisas seriam diferentes se nos amarmos como Deus nos ama?

O amor é uma coisa maravilhosa. Existem vários tipos de amor. De acordo com a definição do mundo, o amor pode ser ruim e egoísta, mas também pode ser passageiro, fantasioso e mutável.

Embora seja parte do plano de Deus desfrutar adequadamente de tudo o que o mundo tem para oferecer, devemos nos certificar de manter o nosso desejo e “amor” por estas coisas em equilíbrio com as bênçãos que são mais importantes.

O amor às coisas materiais pode nos fazer perder de vista as bênçãos eternas. Na maioria das vezes, o amor segundo o mundo não é mais que um simples desejo. Esse tipo de amor causa insatisfação, dor e tristeza.

Por outro lado, o amor segundo Deus é puro. O verdadeiro amor, como o descrevem os profetas, é uma profunda devoção, ternura, adoração, misericórdia, perdão, serviço, graça, gratidão e bondade.

O verdadeiro amor nos impulsiona a ser o melhor de nós mesmos. É a força mais poderosa do mundo e pode trazer grande alegria e felicidade. O puro amor é um dom de Deus e é a base de Seu evangelho.

É verdade que o amor de Deus por nós é perfeito, mas o nosso amor por Ele se redefine constantemente à medida que aprendemos, crescemos e experimentamos.

O amor de Deus por Seus filhos

O Salvador nos ensina:

“Mestre, qual é o grande mandamento na lei?

E Jesus disse-lhe: Amarás ao Senhor teu Deus de todo o teu coração, e de toda a tua alma, e de todo o teu pensamento. Este é o primeiro e grande mandamento. E o segundo, semelhante a este, é: Amarás o teu próximo como a ti mesmo” (Mateus 22:36-39)

Nesta passagem, o Salvador fala sobre dois mandamentos, mas para entender como podemos obedecer a estes dois mandamentos, devemos primeiramente entender o nosso relacionamento com o Pai Celestial e o amor que Ele tem por nós.

Nós somos filhos do Pai Celestial. Tal como diz o hino, ‘sou um filho de Deus’. Nós todos somos. Ele nos ama, porque, na verdade, somos Seus filhos. Nos ama com um amor perfeito que não pode ser alterado ou removido.

Certamente podemos decepcioná-lo ou lhe causar uma grande dor. Podemos perder algumas das bênçãos prometidas se não obedecermos aos mandamentos, mas Ele nunca deixará de nos amar. Ele nos ama com um amor que não podemos entender completamente.

O exemplo supremo do amor de Deus por Seus filhos é infinita expiação de Jesus Cristo. Em João 3:16 lemos:

“Porque Deus amou o mundo de tal maneira, que deu o seu Filho Unigênito, para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna.”

Isso significa que, quando o desapontamos e cometemos erros, podemos ser perdoados e nos voltarmos a Ele, pois Ele mesmo nos deu o caminho.

Amar a si mesmo como Deus o ama

Ele nos ensina que devemos amar a Deus, aos outros e a nós mesmos. A chave está em refletir de que maneira nós nos amamos.

Tudo começa quando abrimos nossos corações e nós recebemos o amor de Deus, é então, e só então, que podemos saber quem somos e que valor temos. Só assim podemos amar a nós mesmos.

O que significa amar a si mesmo? Significa ser egoísta e egocêntrico? Pensar só em si mesmo? Não, significa saber quem somos, de onde viemos e para onde iremos depois desta vida.

Significa apreciar quem somos e ser gratos por todas as bênçãos e oportunidades recebidas.

Significa aceitar nossos defeitos e virtudes, valorizarmos como somos, compartilhar o que somos com os outros.

Significa experimentar o tipo de amor que nos dá a segurança de servir a Deus e a nosso próximo.

Significa amar e respeitar nosso corpo, apesar de suas capacidades e limitações.

Você se ama o suficiente para reivindicar as bênçãos que Deus nos promete quando nos esforçamos para ser sábios ao comer, nos exercitar, dormir e agir?

Como amar e servir

Em sua vida tão ocupada, como pode realmente servir aos outros?

Existem as formas mais óbvias: aceitar um chamado na ala, ajudar alguém que precisa, participar em projetos de serviço, doar a sua oferta de jejum. Mas, o que é que o Senhor realmente tem em mente?

Às vezes me parece que o serviço que prestamos é por costume. Pode ser que o façamos por um senso de dever, porque não há mais ninguém disponível.

Será que podemos realmente chamar isso de serviço? Esse é o tipo de serviço que o Senhor tem em mente? A base do serviço não é o puro amor de Cristo?

Isso nos leva a fazer perguntas como: O serviço que presto se baseia no amor profundo que sinto por outras pessoas? Quem é o meu próximo e como posso amá-lo de verdade?

O serviço como uma fonte de amor

Ao aproximar-nos do Pai Celestial e viver de tal modo que sejamos dignos de ter a companhia do Espírito Santo, recebemos o direito de ter esse amor que enche os nossos corações e se derrama sobre todos os que conhecemos.

Todas as pessoas em nossas vidas são o nosso próximo. A nossa família é o nosso próximo. Nossos amigos, inimigos, conhecidos e todos os que nunca conhecemos são o nosso próximo.

Mostramos nosso amor por todas estas pessoas, ao agir com tolerância, paciência, bondade e compaixão.

Superamos os sentimentos de raiva uns com os outros. Tentamos entender as pessoas ao invés de condená-las. Aceitamos as diferenças, como pontos fortes e aprendemos uns com os outros.

Nosso serviço pode ser feito de gestos marcantes que mudam a vida de alguém, ou de coisas simples, como dar um sorriso que acalma um coração pesado.

Poderia ser algo que implique um sacrifício de nossa parte. Pode significar renunciar a algo que queremos para poder servir, proteger e fortalecer a outra pessoa. É, em essência, querer o bem-estar material e espiritual de uma pessoa da mesma forma que o Pai deseja o nosso.

A chave para o amor

O amor que sentimos por Deus, por nós mesmos e pelos outros deve se tornar a mesma essência de nosso ser. Deve se tornar a nossa motivação e a nossa base. Podemos orar para receber esse amor. Podemos trabalhar para receber esse amor.

Sei que, se seguirmos a Sua palavra, teremos como recompensa Sua doce promessa:

“Sê fiel e diligente na observância dos mandamentos de Deus e envolver-te-ei nos braços de meu amor” (D&C 6:20)

Fonte: lachiesarestaurata.it 

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